terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SANTANA DO MATOS MOBILIZADA PARA CRIAR SEUS PLANOS DE POSTURA E OBRAS DO MUNICÍPIO

O assunto foi apresentado e discutido na câmara municipal em 2009 quando foi recebido um projeto do executivo com proposituras que voltaram as origens por serem inadequadas e fora da realidade local. Na época os Planos de Postura e Obras do município, serviriam como Plano Diretor por ter a cidade, uma população inferior a 50.000 habitantes.  A prefeita Lardjane retoma o assunto, convidando todos os segmentos do município e a população em geral, para uma reunião nesta quinta-feira próxima, 28, para uma Audiência Pública sobre o tema.

As normas a serem questionadas e estabelecidas contemplam o urbanismo como disciplina e atividades relacionadas, a regulamentação, controle e planejamento em seu sentido mais amplo da urbanização que variam de acordo com a época, atividades e dinâmicas do lugar. Portanto, urbanismo está sempre  associado à idéia de que as cidades são objetos a serem estudados, mais do que simplesmente trabalhados. Diferentemente da geografia urbana ou da sociologia urbana.

Nas cidades pequenas do interior do nordeste, tomando como referencial Santana do Matos, não podemos desclassificar o urbanismo. Como atenuante deve ser sempre considerado uma ciência humana, de caráter multidisciplinar, inserida no contexto próprio de uma sociedade, mesmo em um processo lento de crescimento demográfico, mas que, responde a pressão de civilização e urbanidade, enfrentando suas demandas, potenciais e necessidades.

Resumindo, Santana do Matos não possuindo o número de habitantes necessário para criar seu plano diretor, necessita dentro das normas específicas seus Códigos de Postura e Obras do município para projetar e ordenar os espaços a serem construídos.

As praças públicas em Santana do Matos são destacadas por décadas com referências e tradição, orgulho de sua gente.  Por um ponto de vista mais amplo, o urbanismo pode ser entendido tanto como um conjunto de práticas ou de idéias, que visa reproduzir as condições gerais de funcionalidade, dinâmica e produção de suas tendências: realidade, surrealismo e vocações regionais, utilizando-se o empreendedorismo e o capital, além da conservação e dedicação do seu povo.

A notícia veiculada na semana onde a Prefeita Lardjane e Secretariado do município se reúnem com a CNT ENGENHARIA, para tratar da elaboração do Plano Diretor da cidade, retoma o assunto de suma importância para Santana do Matos. Em pauta destacando à apresentação de caminhos e projetos para o plano diretor, necessários para o desenvolvimento Municipal.

  Em Janeiro de 2008 o J. Cajarana publicou um Editorial tipo crônica:

"SANTANA DO MATOS, UMA CIDADE SEM PLANO DIRETOR”

Uma cidade sem plano diretor funciona como um tiro de caçador experiente que mira à frente do alvo em pleno vôo e ainda assim acerta algumas ribaçãs, um município levado à própria sorte.

Ao invés de um planejamento a curto e médio prazo, temos diretrizes oportunas, interesseiras ou copiadas, privilegiando determinados segmentos e preterindo outros. Sem plano diretor, temos uma cidade marcada pela insegurança e pela desorganização, assumida por aqueles que à administram.

Eu, fulano ou sicrano nesta cidade sem planejamento podemos construir, reformar, aterrar, até esburacar nossos terrenos, dificultando e impedindo a construção de bairros em locais adequados, interrompendo o acesso, o direito de ir e vir. Esses são nossos direitos de posse. Numa cidade sem plano diretor, cada proprietário é um arquiteto de sua rua, do seu bairro e de sua cidade.

Assim como os desbravadores do sertão no século passado, que definiam suas áreas e limites por citações como “Esta é minha cerca imaginária de limite, que vai do serrote comprido até a pedra letrada”, também foram demarcadas nossas várzeas e caatingas, e hoje, na cidade, ainda se diz: “Se essa rua não tem esquina e se ela dobra à esquerda, então minha calçada pode ser oval!” Que as referências sejam a bodega do Apolinário ou a parede grande do armazém do Zeca Cirilo e assim seja, o limite ou o referencial das construções.

Becos, ruas tortas e calçadas de metro e meio de altura foram dessa maneira herdadas. Os bairros serão projetados como se fossem cidades satélites e a bola de neve, mesmo no sertão, cresce vagarosamente. Mas ainda é tempo de corrigir, de trabalhar e de se organizar.

Em sua quarta edição, de junho de 2007, o Jornal Cajarana entrevistou o prefeito de Santana do Matos. A quarta pergunta daquela entrevista abordava justamente esse tema e a resposta foi retórica, oportuna e sem ênfase pelo assunto. Agora o assunto retoma com outra visão administrativa que enxerga a necessidade de formalizar procedimentos na construção civil dentro da cidade.

Esta segurança, este documento que oficializa o direito constituído de administrar este assunto dentro da lei chama-se Plano Diretor ou ainda Códigos de Postura e de Obras. Só agora o Executivo encaminha à Câmara dos Vereadores dois projetos sobre o assunto:

I – Código de Postura do Município: Contém medidas de procedimentos e normas administrativas sobre o assunto: Higiene, ordem pública, estabelecimentos industriais, comerciais, jurídicos entre o poder público e os munícipes.

 II – Código de Obras do Município: Regulamentação de toda e qualquer construção, reforma e ampliação de edificações, efetuadas por particulares ou entidade pública.

Ressalto aqui a importância deste assunto, que envolve todos os segmentos da sociedade. A partir de março, certamente os senhores vereadores irão estudar, analisar e questionar com a população, submetendo talvez até a uma audiência pública, fazendo adequações da matéria sobre a nossa realidade econômica.

O conteúdo desse plano de ações definirá procedimentos, normas, impostos e jurisprudência sobre o futuro arquitetônico, econômico e social de Santana do Matos, ainda que tardio.

Residência, 19 de janeiro de 2008.
DO: Beco sem Saída
AO: Plano Piloto
Dutra Assunção

Em maio de 2009 o Jornal Cajarana publicava:

Santana do Matos - Códigos de Postura, Obras e Tributação sendo encaminhados a Câmara Municipal.
Santana do Matos uma cidade sem Plano Diretor

A Câmara Municipal de Santana do Matos aguarda dois importantes projetos que serão encaminhados pelo executivo para apreciação, análise, correções e aprovação. Trata-se de dois importantes assuntos para o pleno exercício da governabilidade do Município: Plano Diretor e Tributos.


Maestro Canindé Sena e a Banda Filarmônica de Santana do Matos na praça Aluizio Alves
O jornal Cajarana na sua 12ª edição, exatamente a um ano atrás, expressava no seu Editorial, detalhes e necessidades por parte do executivo para encaminhar esses assuntos à Câmara Municipal. Projetos esses de suma importância para a cidade, definindo normas e regras para a construção civil e o mais importante o suporte de sustentabilidade – à arrecadação de impostos.

O ano de campanha travou a tramitação do projeto. Só agora, um ano depois volta o assunto a Câmara. Necessário se faz um estudo minucioso dos legisladores para definirmos o futuro urbanístico de nossa cidade e adequação de receitas tributárias.

PS:

Naquele ano, 2009,  os projetos foram analisados e reprovados na Câmara Municipal, reenviados ao Executivo para possíveis modificações e adequações a realidade local.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

POLÍTICOS E SUAS AÇÕES FLIPPER


Ações de governo como se fosse treinamento ao Flipper
Veículos que são designados para os Conselhos Tutelares de vários municípios do Rio Grande do Norte são direitos adquiridos por populações em crescimento que conscientes cobram do governo federal, estadual e municipal esses bens de uso e de direito.

Portanto, nada a ver ficar citando político A ou B, até porque essas referencias nada acrescenta ou subtrai do sistema corrupto que se aproveita da mídia através de titulares de Sites. Sem criatividade ou visão de comunicador social, os supostos redatores postam, copiam e colam evasivas, vistas por aí, tipo a frase com riso jocoso: “Tem prefeito (a) por ai que vai querer pegar carona com isso com certeza em seus espaços de comunicação”. Frase essa, acompanhando a informação de um veículo que chega a uma cidade como se fosse uma graça ou patrocínio de um político tal.



Em Santana do Matos o grau de politização de seu povo não aceita mais essas colocações. Agora estamos preocupados com nosso patrimônio, atentos e apoiando nossos governantes e representantes, reivindicando nossos direitos e exercendo mais conscientes nossa cidadania.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS FECHANDO AS TORNEIRAS



Secretária estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos anuncia racionamento de água em três reservatórios do RN; uso só para o abastecimento humno.

A Secretária estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) anunciou ontem as primeiras medidas de contenção aos efeitos da estiagem no Rio Grande do Norte. Com 44% da capacidade total nas nove bacias hidrográficas, o uso de água ficará restrito ao abastecimento humano em três grandes reservatórios: Armando Ribeiro Gonçalves (Assu), Boqueirão (Parelhas) e Umari (Upanema). Por enquanto, o risco racionamento de água à população está descartadoA medida foi confirmada ontem pelo titular da pasta Gilberto Jales, após a apresentação do relatório da IV Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste, realizada nos últimos dois dias na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), em Parnamirim. De acordo com os meteorologistas nordestinos, a tendência é de chuvas abaixo de normal para o próximo trimestre (março, abril e maio). Apesar do diagnóstico, a situação está bem diferente do que aconteceu no mesmo período de 2012, quando uma estiagem afetou 127 municípios potiguares.
Reservatórios com níveis baixos
“Estamos em alerta. Esta quantidade de chuvas não irá repor o volume dos reservatórios. Por isso, teremos de executar medidas de contenção”, disse Gilberto Jales. Contudo, o secretário descarta qualquer possibilidade de racionamento para as populações mais afetadas pela estiagem: as regiões do Seridó e do Alto Oeste potiguar.

Nos três reservatórios anunciados pela SEMARH, a situação mais grave é da Barragem Boqueirão, em Parelhas, que se encontra com 35% do volume útil. Hoje com 28 milhões de metros cúbicos de água, o reservatório tem capacidade para reter mais de 85 milhões de m3. “Vamos suspender o uso para a agricultura irrigada. Estes locais serão utilizados apenas para o abastecimento da população”, resumiu. A restrição no uso múltiplo deve ser iniciado já no início de março.

O baixo volume dos outros dois reservatórios também suscita preocupação. No município do Assu, na maior barragem do Rio Grande do Norte, a Armando Ribeiro Gonçalves, com 1,1 bilhão de metros cúbicos, a capacidade de armazenagem chegou hoje aos 49%. Na Barragem Umarí, em Upanema, o volume hoje é de 44,86%.

O trabalho de contenção ao uso da água será feito em conjunto com uma maior fiscalização em torno das bacias hidrográficas potiguares. A ideia é manter um panorama sempre atualizado do volume de armazenamento em cada um dos 71 reservatórios – barragens, açudes e lagoas. A SEMARH também deve intensificar o trabalho na construção de poços artesianos e cisternas. Somente em poços, desde 2012, foram construídos 200. A meta é finalizar 700 até 2014.

Gilberto Jales afirmou ainda que a conclusão das obras do Sistema Adutor do Alto Oeste deverá garantir o abastecimento para mais de 26 municípios daquela região. Ao custo de R$ 100 milhões, a primeira parte das obras deverá ser entregue na primeira quinzena de março deste ano. A estrutura vai receber água da Barragem de Santa Cruz. Já a segunda etapa, com expectativa de entrega no próximo ano, o sistema será alimentado com água da barragem de Pau dos Ferros.

Segundo a governadora Rosalba Ciarlini, a presidente Dilma Rousseff deve participar da inauguração do primeiro trecho da adutora. Ciarlini disse ainda que as atenções do Governo do Estado estão voltadas para as análises do Comitê da Seca, que ocorrem semanalmente na sede da Governadoria. “Estamos preocupados com esta situação. Nosso alento é que não teremos um período de estiagem tão severo quanto o de 2012. Vamos focar em atividades para diminuir o flagelo da seca”, definiu.
Chuvas irregulares
Como antecipou ontem a edição deste NOVO JORNAL, a previsão de chuvas para todo o Nordeste não será das mais favoráveis. A tendência é que as precipitações sejam irregulares e pouco intensas nos nove Estados da região. A situação, no entanto, foi comemorada pelos meteorologistas, em vista da grave situação de estiagem que enfrenta boa parte dos municípios potiguares.

Segundo a meteorologista Lucia Ribas, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), um órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, com sede em São Paulo, os modelos climáticos indicam que as chuvas serão abaixo do normal para os meses de março, abril e maio. Período em que se concentra 85% das precipitações todos os anos. “Teremos chuvas na região leste, no litoral, e em algumas áreas do oeste, no interior dos Estados, mas não serão suficientes para recuperar os prejuízos causados pela estiagem no último ano”, disse.

Ela apontou como a principal causa da irregularidade das chuvas o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Este fenômeno, um bloco de massa de ar de aproximadamente 300 quilômetros, está situado mais ao norte, nas proximidades do continente africano. Com o afastamento, as nuvens de chuva têm dificuldade de se aproximar do território nordestino.

“O Oceano Atlântico também contribuiu para isso. Dividido em duas partes, o norte e o sul, as anomalias na temperatura superior da água também influenciam para isso. Quanto mais frio a porção norte e mais quente o sul, melhor será para a presença de chuvas”, explicou. Hoje, no entanto, de acordo com os estudos da CPTEC o Atlântico Norte está com 26 graus e o Sul está com 25,7 graus.

Segundo o meteorologista Gilmar Bistrot, da EMPARN, no Rio Grande do Norte as chuvas irregulares serão concentradas nas regiões do Alto Oeste e do Vale do Açu. A primeira área, aliás, foi a grande prejudica com a estiagem ocorrida em 2012. Nos municípios de Luís Gomes e Antônio Martins, a cerca de 350 km de Capital, as chuvas não apareciam desde 2011. “Nos últimos dias, as duas cidades já registraram um bom volume de precipitação”, disse. Nas duas cidades, a média pluviométrica chegou a 100 milímetros (mm) em apenas 15 dias.

O meteorologista observa ainda que a região semiárida e a faixa leste pode apresentar uma alta variabilidade espacial e temporal dos índices pluviométricos. Isso significa que algumas localidades poderão receber a quantidade de chuva menor do que outras, além da possibilidade de ocorrência de ventos extremos. Com isso é de fundamental importância o acompanhamento das previsões do tempo da sua região e do monitoramento das condições atmosféricas.

Gilmar Bistrot afirma ainda que é cedo para afirmar sobre possíveis prejuízos à agricultura. Segundo ele, o período de cultivo ocorre ao longo deste próximo trimestre, e, dependendo das chuvas que caírem, a produção potiguar não sofrerá tanto com a estiagem. “A produção é sazonal e não depende chuvas regulares. Vamos esperar para ver o que acontece”, apontou.

Em 2012, por conta da seca, as perdas nas culturas sazonais de feijão e milho foram de 90%. Em outras culturas importantes, como a mandioca, a perda foi de 40% da safra. No arroz, ficou em 30%. Nas culturas industriais, como a da castanha, a queda foi de 70%. A cana-de-açúcar, por sua vez, apresentou queda de 30% na produção. “Apesar do cenário ainda desfavorável, nós temos a certeza que não haverá tantas perdas produtivas este ano”, avaliou Bistrot.

Já sobre o volume dos reservatórios hidrográficos, ele se mostrou mais cauteloso. “As informações nos mostram que as chuvas não irão recompor as bacias estaduais. O Governo deve agir rápido com medidas de contenção”, ressaltou.

A avaliação foi compartilhada com Eduardo Topázio, diretor do Instituto de Meio Ambiente da Bahia (INEMA), que se mostrou preocupado com o volume das 10 bacias hidrográficas baianas. “Esta perspectiva de chuvas irregulares é muito ruim. Teremos de adotar medidas de contenção urgentes”, revelou.

O caso mais grave é da barragem Pedra do Cavalo, na cidade de Cachoeira, a 110 km de Salvador, que possui 30% de volume útil. A reserva de água é utilizada para abastecer a região metropolitana. “Já fechamos o uso para irrigação e para a produção elétrica”, lembrou. Uma pequena usina elétrica construída na barragem terá as atividades suspensas nos próximos dias.
F: novojornal.jor.br

MPF/RN ABRE INSCRIÇÕES PARA ESTÁGIO

Charge de humor para estagiários
A Procuradoria da República no Rio Grande do Norte lançou o edital para o processo seletivo para formação de cadastro de reserva destinado a estagiários de nível superior na área de Direito. As inscrições começam na próxima segunda-feira, dia 25, das 10h às 15h. A jornada semanal é de 20 horas e dá direito a uma bolsa mensal no valor de R$ 800 e ainda auxílio-transporte de R$ 7,00 por dia estagiado.

NAQUELA MESA - BOSSA NOVA CRÔNICAS

 
Trocando em miúdos
Tudo por conta do Sofá Verde!
Geralmente os casamentos que chegam ao fim percorrem todo um caminho antes do “adeus” que encerra a relação. Em boa parte dos casos os protagonistas deixam o amor, se é que assim podemos dizer, morrer. Em teoria o amor nunca deveria morrer. Por si ele deveria ser eterno, mesmo que os amantes se separassem, mas não é bem assim que acontece…
Mesmo aqueles casais que antes trocavam juras de amor quase que pueris, podem vir a sucumbir em algum ponto e só perceber o que aconteceu depois que cada um foi para o seu lado. Com Pedro e Marta não foi diferente.
Após um jantar onde a sobremesa foi servida com um pedido de divórcio, Pedro bem que tentou dormir. Mas mesmo se virando em todas as posições possíveis, não aguentou e soltou uma pergunta seca, acordando Marta:
— Quando foi que isso começou?
— Começou o que, Pedro? — respondeu com a voz embargada pelo sono.
— Você sabe do que estou falando! Não se faça de besta! Estou falando da gente, oras… Do que mais haveria de ser?
— Sei lá, homem! Você fala de tanta coisa que eu nem consigo mais saber do que se trata.
— Agora até isso… Você está insinuando que eu falo demais?
Marta pensou em não responder, já estava mais do que cansada das discussões rotineiras, mas não conseguiu. Viu que seria pior ficar com aquilo engasgado e mesmo se permanecesse calada, sua expressão era incapaz de esconder o que pensava.
— Insinuando? De jeito nenhum… — fez uma pequena pausa e concluiu: — Estou afirmando, com todas as letras! Você fala mais do que o homem da cobra e a mulher do sarampo juntos!
— Está vendo o ponto em que chegamos?
— Fala, Pedro, senhor da razão, diga aonde chegamos? — retrucou Marta, com a paciência se esgotando.
— Não conseguimos ter uma só conversa tranquila que as agressões logo começam. É disso que estou falando!
— Ai, meu Santo Expedito… — suspirou.
— Já começou a resmungar…
Já prevendo que aquela conversa não iria acabar tão cedo, Marta sentou-se na cama e se serviu do copo com água que mantinha por perto.  Tomou fôlego, tentou recuperar o equilíbrio, mas a ironia continuava presente.
— Não estou resmungando, estou pedindo para ter paciência com você senão eu não aguento. Escolhi pedir para um santo que cuida das causas impossíveis, outro não daria conta!
— Mais ataques, não é? Depois de todos esses anos é isso que eu mereço?
— Pedro do meu coração, por favor, entenda o que vou lhe dizer… A minha decisão de separar é por causa de atitudes como essa que você está tendo agora.
— De querer conversar? Todo casal tem que conversar! Está na regra!
— Eu sei querido, mas não às quatro da manhã! Não dava para esperar o dia clarear? Eu tenho que acordar as seis!
— Você está falando assim comigo porque já está decidida, eu só fiquei sabendo que você quer a separação ontem!
— Não senhor, estamos numa fase de dar dó já faz tempo, chegamos ao fim!
— Pudera… Nas minhas costas você arrumou um amante! Um não, minto, dois amantes! Isso não é atitude de quem quer consertar o casamento…
— Cinco.
— Cinco? Cinco, o quê, Marta?
— Cinco amantes! Teve três que eu nem te contei, queria te poupar, mas agora eu quero mais é que tudo se exploda!
O semblante de Pedro, que antes demostravam consternação, mudou. Seus olhos pareciam que iriam pular do rosto. Mal tinha conseguido lidar com a informação anterior, a novidade era ainda mais desoladora.
— Cinco? Enquanto eu ralava todo dia, trabalhando doze horas, você me traía com cinco homens? É isso?
— Por algum motivo que só Deus deve conhecer, os homens acreditam que a quantidade de horas que trabalham representa algo em um relacionamento. Eu me sentia sozinha! O que eu podia fazer?
— Meu amor, sozinho se sente o goleiro do Madureira, que não tem sequer um zagueiro bom para lhe fazer companhia!
— Que saco, Pedro… Lá vem você com essas analogias futebolísticas. Sabe que não entendo “lhufas” de futebol e ainda assim insiste. Está vendo por que chegamos nesse ponto?
— Não! Agora fiquei confuso. É por que você não entende de futebol? Se for isso, eu te ensino.
— Não, o problema é que você insiste no erro!
— Você tem razão! Eu devia ter ouvido a minha mãe. Ela sempre me disse que você não era a mulher certa para mim.
— Olha, Pedro, vou te falar, acho que se teve uma vez que sua mãe falou algo certo na vida, foi essa. E logo dessa vez você não escutou… Em compensação, todas as outras vezes em que ela só falou bobagem, você deu todo apoio. É por isso que temos um sofá verde. Quem no mundo além da sua mãe aconselharia alguém a comprar um sofá verde?
Com esse questionamento a discussão do casal acabou. Não havia mais argumentos que pudessem colocar os dois na mesma sintonia. Separaram-se. Nenhum casamento resiste a um sofá verde. 
F: Marcelo Vitorino

EXPEDIÇÃO DE MÍDIA RETRATA A SECA NO RN PELAS REDES LOCAIS DE TELEVISÃO


RETRATOS DA SECA
A TV Tropical compõe a expedição de mídia que constata a realidade da seca no interior do Estado. Retratos da Seca estão sendo registrados por imagens e depoimentos por respresentantes de segmentos e pecuaristas em vários municípios do Rio Grande do Norte afetados pela seca.

O evento teve um encntro formal de partida, ontem, 22, as 09:00h na câmara municipal de Lajes, uma iniciativa da Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (FAERN) com apoio do Sindicato Rural de Lajes, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e a Câmara de Vereadores.
Agricultores e pecuaristas do sertão cabugi, estiveram presentes ao evento com a finalidade de debater propostas para a convivência com a seca no semi árido. Mas não basta só debater ou apresentar propostas, o sertanejo precisa mesmo é de solução para os seus problemas.

O prefeito de Lajes e presidente da FEMURN, Benes Leocádio, cobrou das autoridades competentes a solução do problema, apresentando propostas solucionáveis, como a construção de barragens de médio porte para armazenar água em nossa região. Benes sitou o caso da barragem do Alivio, uma obra que deverá sair do papel e ser construída para amenisar os problemas da seca na região.

O presidente da FEMURN ainda falou a cerca das instalações de poços tubulares em várias comunidades, reclamou da falta de apoio do Governo Federal junto aos municípios, sitando o caso do pagamento de abastecimento d'água, que vem sendo feito com recursos dos municípios atingidos pela estiagens, quando as prefeituras vem assumindo 100% das despesas.

Segundo José Vieira (Presidente da FAERN), o intuíto deste encontro foi a mobilização da imprensa do estado, com a finalidade de mostrar para o Brasil o desolador estado em que se encontra o sertão nordestino com a seca que assola a nossa região.
Após o encontro as equipes de TV fizeram entrevistas e visitarm duas fazendas próximas a cidade de Lajes. Na parte da tarde a expedição se deslocou para Santana do Matos onde visitou as fazendas Tupá e Timbauba.
  Em Tupá o foco dos jornalistas foi a entrevista com um dos maiores produtores de leite do Estado, o pecuarista Antônio da Volta. Cujos depoimentos serão divulgados e servirão de referencias para futuras ações e políticas públicas a serem adotadas na região.

Na oportunidade outros pecuaristas deram depoimentos das dificuldades enfrentadas. Chamou mais à atenção dos jornalistas as colocações feitas pelo pecuarista Dutra Assunção quando citou a providencial medida tomada em Julho e Setembro de 2012 quando vendeu seus rebanhos de gado, ovinos e caprinos onde vislumbrou um quadro desolador que se aproximava. Citou também o caso da venda do milho pelo programa federal que teria sido a mais importante medida para salvar o rebanho de ovinos no Nordeste se as medidas fossem executadas com eficiência. Desgoverno, despreparo e as forças ocultas impediram que o produto chegasse a tempo aos beneficiados. Até hoje adquirir o produto subsidiado pelo governo, tornou-se um assunto de chacota da vergonhosa politica local, um capitulo a mais da Industria da Seca no Nordeste.
A jornalista Heloisa Guimarães, da TV Tropical entrevista o Sr Pedro Alves do Prodercentro, representando o território Sertão Cabugi e Litora Norte por ocasião do evento em Lajes, Pedro Alves entregou propostas ao presidente da FAERN, Sr. José Vieira, solicitando ações na região:
1 - Construção da barragem do Alivio em Lajes;
2 - Barragem das Pedras em Angicos;
3 - Açude São Pedro em Fernando Pedroz;
4 - Reativação do ramal da rede ferroviária no trecho Macau-Natal;
5 - Perfuração e instalação de 920 poços tubulares e aquisição de um treiller com quatro perfuratrizes; e
6 - Construção de 200 barragens subimerças e aquisição de um treliller com quatro perfuratrizes.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

JUVENTUDO DEFENDE NOME DE WALTER ALVES PARA GOVERNADOR




O Presidente Estadual da Juventude do PMDB, o jovem Lajense Gleydson Macedo, afirma que em vindo a ocorrer o rompimento entre o PMDB e o DEM, o melhor nome para disputar o Governo pela sigla é o do Deputado Estadual Walter Alves, a exemplo de outras lideranças que já se posicionaram no mesmo sentido.
Gleydson Macedo defende candidatura de Walter Alves

“O Deputado Walter representa a renovação no PMDB e no Rio Grande do Norte, tem se mostrado um grande e atuante Parlamentar, sempre defendendo o que é melhor para o povo do RN, e com total apoio do Ministro Garibaldi e do Presidente da Câmara o Dep. Federal Henrique Alves e principalmente do povo, irá sem duvidas conseguir transformar esse estado a exemplo de seu pai, sou um jovem de partido e acompanharei e lutarei seja qual for o projeto do PMDB, pois sei que o maior projeto é fazer cada vez mais pelo povo Norte Riograndense”.
F: Rcabugi

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

IFRN E ONG FITOVIDA DÃO INÍCIO A PARCERIA NO PROJETO MULHERES MIL

Nesta quarta-feira(20), ás 15h, no Campus Central do IFRN Natal, haverá a abertura do módulo Profissionalizante em Fitoterapia do Projeto Mulheres Mil.  O curso será ministrado através de um convênio firmado entre o IFRN e a a ONG Fitovida (Associação de Desenvolvimento de Produtos da Sócio Biodiversidade) entidade que desenvolve trabalho de preservação ambiental e geração de renda utilizando plantas do Bioma da Caatinga. A Fitovida realiza essas atividades desde 2005,  em diversos municípios do RN, com prática do manejo sustentável e preservação da mata nativa.
O projeto Mulheres mil tem por objetivo que mulheres de comunidades com baixo índice de desenvolvimento humano tenham acesso a uma formação educacional, profissional e tecnológica. Em 2013 foram selecionadas 100 mulheres para participar do programa do IFRN. Dessas, 25 mulheres optaram por se inscrever no Módulo de Fitoterapia e Produtos Naturais.

Para Zelita Rocha, presidente da ONG, essa é uma oportunidade para difundir e manter vivo o comenhecimento tradicional sobre o uso sustentável da sociobiodiversidade brasileira, especialmente, da caatinga. “Trabalhamos com o manejo sustentável para fabricação de sabonetes, óleos e extratos, chás. São produtos chamados não madereiros, isto é, mantém a planta viva. Utilizamos uma coleta seletiva de galhos obtidos através de poda. Dessa forma é possível aliar a geração de renda e manutenção da mata nativa em pé”, afirmou a presidente da Fitovida. “Sensibilizamos os participantes para necessidade da preservação ambiental e para combater o processo de desertificação na caatinga. Lembramos a eles que quando retiramos nossa matéria prima preservando o meio ambiente, não haverá escassez do pruduto. Assim há um cuidado para manter a planta viva como fonte da produção e renda para o homem e o meio ambiente agradece”, complementou.

O módulo contará com aulas práticas em três indústrias parceiras da ONG que trabalham com conceitos de repartição de benefícios na área de fitoativos e fitocosméticos. A carga horária é de 72h, sendo realizado de 20 de fevereiro a 22 de março.

O curso é coordenado pela prof.ª do IFRN Maria Soares de Macedo, Coordenadora de Projetos e Relações Comunitária, e pelo Assessor Técnico da Fitovida Leandro Dantas.

Secretária ONG Fitovida
Coordenadora da ASCOM Fitovida
Contato: (84) 9801-1415(tim) | 9108-7471 (claro)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

APESAR DE VOCÊ


NAQUELA MESA
Após mais de dez anos trabalhando na mesma empresa, Roberto não se sentia mais parte dela, passava dias olhando para o teto, se perguntando por que não fez outra coisa da vida quando teve a oportunidade.


NAQUELA MESA - Histórias contadas na mesa de um bar
Antes tivesse contrariado seu pai e, ao invés de ter ido fazer uma faculdade, ter virado militar. Já que não podia pensar, que fosse pago para fazer isso, para não pensar.

Mesmo que não tivesse levantado uma caneta durante seu dia de trabalho, chegava em casa exausto. O conflito psicológico exigia que tomasse uma decisão, não dava mais para continuar naquela situação.
Roberto tinha uma mania que seus colegas categorizavam como insuportável: ele precisava bater as metas de seu departamento.

Não que fosse bitolado em trabalho, longe disso! Era o seu horror ao ter que trabalhar mais para corrigir algo errado que o motivava para atingir a perfeição. Sua preguiça era tanta que se alguém revisasse o dicionário incluiria o Roberto como sinônimo de preguiçoso. E creia, ele não acharia ruim.

Diante de tudo que estava ao seu redor se viu obrigado a quebrar o protocolo e ir direto ao presidente da empresa, atravessando seu diretor. Assim que o encontrou passando por um dos corredores fez uma abordagem:

— Sr. Ivan, bom dia. Gostaria de uns minutos de sua atenção. É possível? — questionou em um tom quase imperceptível.

— Claro que é, Ernesto! Para que tanta frescura? Para um colaborador que está conosco há tanto tempo, sempre haverei de ter tempo. Podemos falar na minha sala.

Enquanto caminhava, Roberto pensava se estava fazendo a coisa certa, se demitir naquele momento poderia ser um problema, o mercado não andava muito generoso e ele tinha bocas para alimentar. Talvez fosse melhor deixar tudo como estava e seguir com a vida.

— Sente-se, Ernesto! Café, chá, água? — Antes de ouvir a resposta, Ivan interfonou para a secretária e pediu os três.

— Conte-me, a que devo essa honra? Sempre o vejo trabalhando e é fato que é um dos melhores profissionais que há nessa empresa. Gente como você, Ernesto, não se encontra em qualquer lugar!

— Presidente…

— Não me chame assim, Ernesto, me chame de Ivan! Já não somos estranhos, não é mesmo?

— Ivan, eu vim até aqui por um motivo, vim pedir demissão.

— Não acredito, Ernesto! Por que você está me dizendo isso? Tem algo que eu possa fazer por você? Uma promoção lhe contentaria?

— Presidente, ou melhor dizendo, Ivan, você já fez isso. Promoveu o Gabriel para meu diretor há dois anos para o cargo que poderia ter sido meu… Na época a justificativa foi que o Gabriel era mais social do que eu, mas a verdade é que ele sempre foi um grande puxa-saco do senhor.

— Você tem razão! O Gabriel nunca teve o seu talento, mas é uma pessoa boníssima e está comigo há muitos anos, mas podemos fazer o seguinte, peço para que ele te passe os melhores projetos daqui e com isso, mesmo sem o título, você será beneficiado. O que acha, Ernesto?

— Ivan, os melhores projetos sempre chegam em mim, o problema é que assim que eu resolvo todos os pormenores que existem e as contas passam a dar lucro, eles são repassados para a Judite, a outra gerente. Talvez o fato dela ser amante dele tenha algo a ver com isso, mas é claro que possa ser apenas uma grande coincidência.

— Ernesto, pare com isso, deixe de pensar pequeno! Uma amante é o problema? Arrumamos uma para você também! Abrimos agora um cargo para assistente e você fez o processo seletivo. Assim não há chance de dar errado.

— Não é isso… Não quero uma amante!

— Hoje você está difícil de contentar, hein Ernesto! Já entendi, você quer mais tempo para a esposa, não é? Pedirei para a Soraia lhe passar alguns dos nossos talentos, assim você, com uma equipe melhor, trabalhará menos e poderá curtir mais a família.

— Ivan, não quero desmerecer a oferta, mas a Soraia, que por sinal, é amiga da sua esposa, é a pior gerente de recursos humanos que eu já vi. Não faz uma só contratação que preste, provavelmente não faz nem ideia do que seja o trabalho dela. Mas, não podemos culpar a moça, ela até que é esforçada, mas quem faz nutrição, não poderia mesmo se dar bem nessa área, não acha?

— Ernesto, agora você está me magoando… Temos excelentes profissionais, que foram contratados por ela, veja, por exemplo, o Marquinhos e o Fernando.

— O Marquinhos é o sobrinho dela, chega todo dia mais tarde do que deveria e sai mais cedo, para você ter uma ideia do quanto ele trabalha, sequer sabe a senha do seu computador. Já o Fernando até que trabalha, mas somos uma agência de publicidade, não precisaríamos de um profissional de rádio para nada.

— Mas, Ernesto, o Fernando é o sujeito mais boa praça dessa empresa, mantém o clima lá em cima e é ele quem organiza todas as festas e eventos do pessoal, um sujeito assim não pode ser demitido.

— Inclusive, Ivan, esse é outro ponto que queria mesmo falar. A cultura da “não-demissão” que essa empresa possui acabará com ela em pouco tempo. Com isso sempre ficamos com os piores profissionais enquanto os melhores pedem demissão e reforçam os concorrentes.

— Ernesto, esquece essas bobagens, te dou um aumento, uma amante e uma equipe toda reformulada. Topas?

— Impossível, prefiro sair. A propósito, se o senhor, em dez anos, ainda não aprendeu que meu nome é Roberto, é o maior sinal de que aqui não é o meu lugar.

Subitamente Roberto levantou, nem estendeu a mão ao presidente e foi embora batendo a porta na cara de seu ex-patrão. Mas antes disso a empresa inteira pode ouvir em alto e bom som “Ernesto é o caralho!”. 
F: Marcelo Vitorino

domingo, 17 de fevereiro de 2013

POR QUE O ÚLTIMO ADEUS?

  Dutra Assunção e Miriam Assunção - Vaquejada de Santana do Matos 1983
CRÔNICA
Encontrando Dra Miriam Assunção na praia de Zumbi, numa vaquejada em Santana do Matos, em São José da Passagem ou mesmo na fazenda Curralinho, foram dias marcados para quebrar compromissos e formalidades. O tempo era curto, os assuntos nunca eram esquecidos, a energia era envolvente. Naqueles momentos uma troca de informações e atenções parecia nos abastecer como permuta saudável e oportuna. Era olho no olho, origem por origens, valores por valores. Encontros festejados como saudosos reencontros. O destino nos direcionou caminhos paralelos com raras oportunidades de aproximação. Mas, aqueles momentos confirmavam muita coisa em comum e respeito pelas desigualdades.

Miriam, - a jornalista, médica, habilidosa, inteligente, psicóloga por natureza. Exerceu  a medicina com simplicidade, bondade, ouvindo o necessário e com segurança externando com firmeza seus conceitos, acima de tudo respeitando os seres humanos. Uma personalidade forte, uma grande mulher. Sua história também fica marcada pelo gosto que tinha pelos costumes e pela cultura do seu povo. Gostava de contar os causos de nossa gente como se fossem capítulos com passagens autênticas vivenciadas com os personagens de nossa região. Com sensibilidade cultural conduzia as pessoas com extrema facilidade com seus argumentos para o assunto preferido do interlocutor. Se fosse doutor era o prato do dia a dia, se fosse chegado a prosa ou coisas do sertão, criava as istórias da terra com todos os seus personagens, mesmo se necessário fosse, incluia no elenco, os pais ou os próprios parentes.

Sua partida para o plano superior deixa seus parentes e amigos com um sentimento de perda muito grande. Na sexta-feira, 15, no Centro de Velório São José em Natal, durante a missa de corpo presente, foram momentos de reflexão, diante dos mistérios da vida e morte, me despedi de Miriam. Naquele momento, quando dezenas de pessoas portadoras de sentimentos e expressões querendo dizer algo, deduzi a grandeza, os valores que deixava Miriam na mente, na lembrança de todos ali presentes. Lágrimas de emoções por puros sentimentos, senti minar os olhos. Tenho certeza que seria retribuído com aquele sorriso em vida, dizendo que retomássemos a vida com entusiasmo e amor.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ENTREVISTA - MARÍLIA GABRIELA COMENTA ENTREVISTA COM PASTOR SILAS MALAFAIA



JORNAL DIZ TER PROVAS DE QUE VATICANO CONSTRUIU “IMPÉRIO” COM DINHEIRO DO FASCISMO

Joalherias de luxo, sedes de banco e escritórios são posses da Santa Sé, mas ficam “escondidas” nas mãos de empresas disfarçadas | Foto: Greudin / Wikimedia Commons

Após meses de investigação, o jornal britânico The Guardian afirmou ter provas de que o Vaticano construiu um verdadeiro império de propriedades com o dinheiro que recebeu do ditador fascista Benito Mussolini, em 1929, noticiou O Globo.

O diário alega que diversas joalherias de luxo, sedes de banco e escritórios em localizações privilegiadas de Londres são posses da Santa Sé, mas ficam “escondidas” nas mãos de empresas disfarçadas.

Segundo o jornal, arquivos públicos antigos e históricos de empresas indicariam que o começo dos investimentos da Igreja aconteceu justamente depois de receberem milhões do regime fascista, em troca da independência do Estado do Vaticano. Após anos, o capital do vaticano se multiplicou e hoje beira os US$ 900 milhões.

O Guardian ainda ressalta que o sigilo sobre este assunto até poderia ser compreensível nos tempos de guerra, mas que “não faz mais sentido nos tempos atuais”.
F: Portal Imprensa




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COMENTÁRIOS NO SITE DE ORIGEM:


Comentário de: Pedro Carraro | 22 de janeiro de 2013 | 21:20
Em 1929 a Santa Sé aceitou o acordo indenizatório proposto ainda em 1861, por ocasião da Reunificação da Itália, quando os antigos Estados Pontifícios foram absorvidos pelo nascente reino.
Agora, criticar o Vaticano por ter sabido administrar bem o seu dinheiro (legítimo, porque trata-se de indenização) é o que mesmo? Inveja? Falta de assunto? Desejo de complicar?

Comentário
de: francisco | 22 de janeiro de 2013 | 23:59

Pedro Carraro, o que deixa algumas pessoas abismadas é que eles pregam o voto de pobreza e não cumprem. Tudo bem, ninguém quer viver na pobreza, mas acumular riqueza e não dividi-las com os mais necessitados é sacanagem. Pq eles não incrementam a economia de algum país pobre com parte desse dinheiro?

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de: Vagner Eifler | 23 de janeiro de 2013 | 0:18

É, muito legítimo, a Igreja detinha estas terras oriundas dum “mensalão” dos prefeitos de palácio dos Francos, o esquema foi mais ou menos assim: vocês dizem que nós somos os verdadeiros governantes do Reino Franco e nós damos umas terrinhas (é mais ou menos como “indenizar” os descendentes dos beneficiários das Capitanias Hereditárias). E quem pagou as mamatas em todos os casos? O povão trouxa!

Comentário
de: Pedro Carraro | 23 de janeiro de 2013 | 8:47

Francisco, dinheiro nunca foi problema. O problema é a administração do dinheiro. Vide o caso brasileiro: recentemente com o aerolulla e os cartões corporativos, mais no passado os iates revestidos em jacarandá dos militares. ou o dinheiro do petróleo no RJ, que, apesar de inundado por estas verbas, tem cidades a mais de cem dias sem coleta de lixo e onde uma menina de 13 morreu soterrada por um murro numa enxurrada.
Como a Igreja mantem o centro de acolhida Kunhantãi Uka suri (Casa da Menina Feliz), onde índias vítimas de abusos recebem apoio de freiras salesianas (só para citar um exemplo recentemente publicado pelo Sul21)?
Ainda bem que a Igreja soube investir o que recebeu de indenização.
}Comentário de: Franklin Cunha | 23 de janeiro de 2013 | 8:57
It’s the economy, stupid” . ( bordão com o qual James Carville , acessor de economia de Clinton, caracterizou a campanha eleitoral do então candidato à presidência dos EEUU).

Comentário
de: zé bronquinha | 23 de janeiro de 2013 | 9:30

O Vaticano e sua história, onde inclui mortes, fraudes bancárias, campanha para derrubar governos ainda é desconhecida do grande público.

Comentário
de: chaplin | 23 de janeiro de 2013 | 9:40

Dinheiro nunca foi o problema??? Milhões morrendo de fome em todo o mundo e o “entendido” vem com essa…miséria e ignorância são as principais fontes do poder burguês mundial. Suas manipulações passam, invariavelmente, por elas…mas tem gente que não consegue se despreender da ideologia burguesa ensinada e praticada desde nossas primeiras infâncias…
Comentário de: chaplin | 23 de janeiro de 2013 | 9:45
Aquela lógica de que o poder, enquanto mais invisível, maior será. O Vaticano sempre foi parceiro de monarcas e da alta burguesia.

Comentário
de: Pedro Carraro | 23 de janeiro de 2013 | 10:18

Chaplin, não pegue o dito acima ao pé-da-letra e parcialmente. Leia tudo o que escrevi. Dinheiro sempre existiu e sempre foi indevidamente e mal gasto. Do qual os governos atuais e passados são exemplo.
Milhões morrem de fome em países riquíssimos e não é porque falte riqueza. Veja-se o próprio Rio de Janeiro e os milhões dos royalties do petróleo… cidades sem coleta de lixo e mortes por nas chuvas. Falta dinheiro?

Comentário
de: Mário | 23 de janeiro de 2013 | 11:26

O “problema” é quando se usa o Vaticano e o seu famoso banco para lavar dinheiro de políticos corruptos, mafiosos e traficantes, além de outros criminosos de colarinho branco. Como a Igreja Católica gasta ou acumula seu dinheiro é problema dela própria e dos católicos, mas quando acoberta práticas ilícitas, aí sim o problema passa a ser da sociedade, mais especificamente dos órgãos de persecução penal, como a Interpol, Ministérios Públicos, polícias dos vários países onde atua e até mesmo do Poder Judiciário.

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de: marianomonkey | 23 de janeiro de 2013 | 12:34

engraçado é que os “anti-religião” ainda não culparam Jesus Cristo (ou o seu Pai) por isto também….

Comentário
de: Sérgio Dantas. | 23 de janeiro de 2013 | 12:42

Sul 21, eu quero é novidade. Nunca foi segredo para ninguém que o Vaticano é uma instituição suja. O último exemplo marcante foi a omissão, por parte do papa Pio XII, perante o extermínio de judeus. De lá pra cá, temos pedofilia, negação dos direitos das mulheres, amordaçamento dos adeptos da Teologia da Libertação e por aí vai. O cardápio da barbárie é muito amplo. O caro amigo Pedro Carraro brinca com nossa inteligência, os meios de informações estão aí para desbancar essas narrativas tolas. O Vaticano é um Estado especializado na arte da pilhagem, prestou um grande desserviço ao cristinanismo e merece nosso desprezo.

Comentário
de: Diogo Terra | 23 de janeiro de 2013 | 13:23

O Vaticano também aparece em relações nebulosas com a Máfia. Lembrando que o único regime político a suprimi-la foi o do Mussolini. Com a queda deste, os capi voltaram a tocar o terror. E atingiram um poder tal que influíam na Igreja. Porque o João Paulo I foi assassinado, e o II se manteve por tanto tempo? Porque um resolveu mexer no vespeiro e o outro fechou o bico.

Comentário
de: Pedro Carraro | 23 de janeiro de 2013 | 13:54

Prezado Sérgio Dantas, longe de mim brincar com um assunto desses, muito menos com a inteligência de quem lê o Sul21 (muito antes pelo contrário, ou não estaria perdendo tempo em comentar aqui). Por outro lado, uma leitura isenta do que é a Igreja Católica ao longo dos séculos, vai nos mostrar que, ao contrário do que dizes, a dignidade das mulheres deve muito ao catolicismo. A noção que temos hoje de humanidade é a noção cristã. O que era a mulher antes do cristianismo? Erros existiram (e existem), mas o somatório é positivo.

Comentário
de: marianomonkey | 23 de janeiro de 2013 | 15:16

Não confunda cristianismo com catolicismo…
outra questão: por que tem no Vaticano, um obelisco?
Símbolo fálico, maçônico, e que se constitui numa projeção (ao céu) de uma pirâmide?
perguntas difíceis de serem respondidas?

Comentário
de: Pedro Carraro | 23 de janeiro de 2013 | 16:18

Prezado marianomonkey: pode-se ser cristão sem ser católico, mas não pode-se ser católico sem ser cristão. No entanto, desde que Constantino o oficializou como a religião do Império Romano, o fez “criando” o Catolicismo no senso do Cristianismo Universal. E existem indicativos do uso deste/neste sentido de universal desde o início da Igreja com Inácio de Antioquia.

Comentário
de: Pedro Carraro | 23 de janeiro de 2013 | 16:31

Prezado marianomonkey: aqui encontras a resposta para a “difícil pergunta de ser respondida”:
http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/it/basilica/esterno.htm

Comentário
de: José Ricardo | 23 de janeiro de 2013 | 17:13

Nota-se o conteúdo maldoso da matéria quando esta afirma ‘dinheiro do fascismo’, ‘acordo com Mussolini’.
A tal pesquisa que levou meses de investigação, qq criança o faz em dois minutos clicando na internet.
Houve um tratado entre o Estado italiano e o Estado do Vaticano, com pagamento de uma indenização vultuoso a a este último. Nunca foi segredo…
Admira-me o Sul21 perder tempo divulgando bobagem

Comentário
de: chaplin | 24 de janeiro de 2013 | 12:04

Religiões, e a história mostra, sempre foram o ópio de sustentação dos povos em suas relações de convívio com suas classes dominantes. O cristianismo, assim como o islãmismo, nada mais são que desdobramentos do judaísmo, cabendo ao catolicismo uma diferenciação por sua amplitude e caráter de oficialidade no mundo ocidental imputado pelo próprio poder.



sábado, 9 de fevereiro de 2013

OS BILIONÁRIOS DO PT

Em 1975 a hidrelétrica de Tucuruí, a quarta maior do mundo, começou a ser construída no Pará. Dez anos depois ela foi inaugurada. Foi uma das maiores obras públicas da história do Brasil, a mais cara da Amazônia. Projetada inicialmente para custar 2,1 bilhões de dólares, no final seu valor se multiplicara por cinco, passando de US$ 10 bilhões.

Já a fortuna do dono da empreiteira principal da obra, a Camargo Corrêa, “apenas” dobrou. Em 1975, Sebastião Camargo tinha uma fortuna pessoal calculada em US$ 500 milhões. Dez anos depois ele se tornou o primeiro bilionário brasileiro.

A usina hidrelétrica, que garante 8% de todo consumo de energia do país, com seus quase 200 milhões de habitantes, lhe permitira embolsar meio bilhão de dólares, em valor não atualizado.
Quando se abriu a última década do século XX, as listas das revistas americanas Fortune e Forbes incluíam apenas três bilionários brasileiros: Antonio Ermírio de Moraes, cabeça da principal família de industriais brasileiros, e Roberto Marinho, imperador das comunicações com sua Rede Globo de Televisão, além de Camargo.

Ao final do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, eram oito. Quando Lula passou o bastão presidencial à correligionária, Dilma Roussef, a lista passara a 30. No ano passado chegou a 35. A soma das fortunas individuais desses bilionários equivalia à metade do que amealhou o homem mais rico do planeta.

Por coincidência, o mexicano Carlos Slim, que tem na carteira US$ 69 bilhões, é dono das operadoras de telefonia Claro e Embratel nesse Brasil que se tornou terreno fértil para imensos ganhos pessoais.
Eike Batista, com apenas 55 anos, um jovem na companhia de anciãos podres de rico da seleta confraria, era o cabeça do ranking, em março do ano passado, com seus US$ 34,5 bilhões. Mas ontem seu patrimônio já era de pouco menos da metade, US$ 10,7 bilhões.

Nesse dia 7 ele perdeu US$ 300 milhões com a queda das ações da principal das suas seis empresas de capital aberto, sempre com um X no nome, a OGX. Segundo a agência de notícias americana Bloomberg, ele caiu fora da roda dos 100 homens mais ricos da Terra.

No curso de um ano a OGX, perdeu mais de três quartos do seu valor porque sua produção, depois de tantos anúncios mirabolantes, frustrou todas as expectativas, principalmente a de Eike. Os analistas mais bondosos justificaram a queda contínua e grande do patrimônio do empresário atribuindo-a ao seu excesso de otimismo.

Essa exagerada autoconfiança o teria levado a prever resultados sem base real. Como a de que passaria o mexicano Slim em 2015. A meta já era difícil de alcançar quando seu patrimônio era metade da foruna do concorrente. Agora é quase sete vezes menor.

Com mais realismo nas suas ações, acreditam esses analistas compreensivos, Eike Batista retomará a roda da fortuna e voltará ao topo. Ele seria a personificação do genuíno ricaço dos tempos do novo trabalhismo no poder, personificado pelo PT.

Ganhou muito dinheiro por ser um autêntico empreendedor, apostar nas riquezas do país, arriscar investimentos na produção e ter uma visão mais ampla e sensível da atividade empresarial. Um bilionário do bem, conforme o jargão maniqueísta dos nossos tempos de retórica de camuflagem. Embora uma das duas empresas que atuam no porto de Açu, a LLX, tenha sido acusada pelo governo do Rio de Janeiro de causar danos ao meio ambiente. E multada.

Por trás da pantomima do marketing, verifica-se que o sucesso começa com boas – ou mesmo privilegiadas, no sentido estritamente técnico da expressão – informações, a maior parte delas proveniente do aparato estatal.

É também na administração pública que esses empreendedores (na Rússia mais diretamente conhecidos por “barões ladrões”, com ênfase nos produtores de petróleo do Mar Cáspio, o equivalente do Pré-Sal dos Eikes Batistas et caterva neste país varonil) vão buscar seus quadros de gestão.

Duplo uso de informações privilegiadas, pois.
No caso de Eike, com a decisiva participação do pai, Eliezer Batista, ex-ministro de vários governos e presidente da ex-estatal Companhia Vale do Rio Doce, artífice de grandes investimentos públicos em logística, infraestrutura e produção, sobretudo de commodities.

A ascensão súbita e exponencial desses ricaços, quando se confronta seus ganhos através da manipulação de papéis com o balanço real de seu ingresso no processo produtivo, expressa uma nova modalidade de associação entre o governo e a iniciativa privada.

Quando se puxa o novelo da trajetória dessas pessoas, quase sempre se chega ao ente estatal. Mas agora com novo discurso, reforçado pelos números de programas assistenciais e de “inclusão social”, que permitiram a milhões de famílias sair da faixa da miséria ou formar um novo tipo de “classe média”, montada não sobre poupança real, mas graças a um endividamento perigoso, precário, uma faca só lâmina, como diria o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto.

Tudo muda para tudo ficar igual. Ao mesmo tempo em que Eike Batista era despejado do arrolamento nobre dos homens mais ricos do planeta, a viúva de Sebastião Camargo, Dirce, pulava à frente do banqueiro Joseph Safra, tornando-se a terceira maior bilionária brasileira.

Dirce? Mas quem é Dirce, devem ter perguntado os atentos leitores do noticiário financeiro. De fato, a viúva do grande empreiteiro, discreta como o marido, deixara os holofotes da imprensa.
Mas a Camargo Corrêa, que ainda hoje, passados quase 40 anos da sua instalação na área, continua a trabalhar (e faturar) no canteiro de obras de Tucuruí, no rio Tocantins, certamente um recorde – ao menos nacional.

E funciona a todo vapor nas novas hidrelétricas de Juruá, no rio Madeira, e de Belo Monte, no Xingu, esta destinada a ocupar o lugar de Tucuruí no ranking das maiores usinas do mundo.

No ano passado essas duas frentes de serviços responderam por 30% dos 17,3 bilhões de faturamento da empresa. Continuará assim pelos próximos anos, um maná tão parecido, na administração petista do Brasil, àquele que os governos militares providenciaram para sua empreiteira favorita. A ditadura virou democracia, mas o dinheiro é o mesmo, embora avolumado na drenagem para mais bolsos privilegiados.
A multiplicação dos bilionários bem que podia ser considerada uma das maiores obras do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento (de quem mesmo?).
F: br.not