sábado, 23 de julho de 2011

SANTANA DO MATOS E FERNANDO PEDROZA SÃO CO-RESPONSÁVEIS PELO ABANDONO DA RN-041

O perigo continua na RN-041 - Trecho  entre Residência e a Fazenda São Miguel na BR-304. Neste percurso de 15 KM a estrada passa pelos municípios de Fernando Pedroza e Santana do Matos. Em determinados pontos de uma curva 30% da visão da faixa é tomada pela mata

Na quarta-feira, 20, voltando a Natal, tive que enfrentar novamente os 15 KM da RN-041 que liga a comunidade de Residência a BR-304. Trecho onde o mato avançou no acostamento e parte da pista, impossibilitando em muitos pontos cruzamentos ou ultrapassagem de veículos. No percurso está a linha divisória dos municípios de Santana do Matos e Fernando Pedroza, região central do Rio Grande do Norte
No perigoso cruzamento o Uno arranhou a lateral e o caminhão forçou o matagal por mais ou menos um metro com a quina do baú para possibilitar a passagem dos dois veículos

Dia 16, na ida, quando passei no local fui motivado a divulgar um alerta aos motoristas que por lá trafegam postando o texto: “Estradas não deveriam ser usadas como armas estatais”.  Quatro dias depois nada foi feito.
Sem acostamento e troncos de árvores de podagens anteriores fica o local de alto risco por ocasião de uma parada de emergência ou prego no veículo

O problema aumenta a cada dia. O matagal cresce rapidamente em direção a pista e a poda feita pelos veículos é insuficiente. Em determinados pontos, inclusive nas curvas a pista não oferece mais acostamento em consequencia do mato que avançou nas laterais, obstruindo parte da pista asfaltada, impossibilitando o cruzamento ou ultrapassagem de veículos em distâncias de até 50 metros.
Caminhão Baú arranhou toda a sua lateral ao ultrapassar o Uno que estava quase parando devido irregularidade da pista a sua frente e sem poder ir para o acostamento

Chamava à atenção do perigo, principalmente durante a semana que passou pelo aumento de tráfegono local por ocasião das comemorações da Festa da Padroeira em Santana do Matos. A intenção era que algum órgão responsável tomasse alguma providência, nada adiantou, o perigo continua.
Uno sem opções: na lateral a mata, ao meio da pista um buraco, a esquerda outro veículo

Dia 20, parei no local por alguns minutos com a metade do veículo dentro do mato tentando obter opiniões dos motoristas. A cada carro que passava o risco era enorme. Insisti somente até as palavras experientes do condutor Élson de um veículo transporte baú da Gonzaga Distribuidora de Alimentos, quando indaguei sobre a estrada, ele apressado falou: “esse trecho é um dos mais perigosos que conheço no Estado e o Sr está correndo risco de vida”, disse o motorista, saindo do local rapidamente.
Elson, da Gonzaga Distribuidora de Alimentos, quando indaguei sobre a estrada, ele apressado falou: “esse trecho é um dos mais perigosos que conheço no Estado e o Sr está correndo risco de vida”, disse o motorista, saindo do local rapidamente.

Conformado, impotente anti as providências a serem tomadas, deixei o local com semblante de derrota. Hoje, sábado 23, telefonei para um motorista de alternativo, toquei no assunto e obtive colocações indignadas de um profissional responsável. Sugeri ao mesmo que procurassem um advogado para recorrer na Justiça o ressarcimento pelo Estado, DER ou dos municípios de Santana do Matos e Fernando Pedroza pelos danos materiais causados nas laterais dos seus veículos pelo mato por ocasião dos cruzamentos daqueles veículos nos referidos locais.
Pergunto mais uma vez! Quem são os responsáveis e co-responsáveis por essa realidade nesse pequeno trecho de estrada em Santana do Matos? Como explicaria os representantes de instituições - como o  DER, do Ministério Público, da Polícia Rodoviária Federal, dos prefeitos envolvidos, seus secretários e parlamentos municipais? Como justificaria grandes eventos, contratação de bandas caríssismas, promoção através da mídia para a cidade receber centenas, milhares de visitantes e ninguém tomar providências para um trabalho tão simples que com os equipamentos existentes resolveria tudo em dois ou três dias? Quem responderá por omissão, culpa e co-responsabilidade em caso de acidentes com vítimas fatais?

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